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Message

La pêche mondiale décline. L’aquaculture continue quant à elle son bond en avant pour répondre à la demande croissante en produits de la mer, dont elle assure désormais plus de la moitié de la production.
Si l’aquaculture bénéficie, par rapport aux formes terrestres d’élevage, de très bons rendements énergétiques,  son essor – s’il est mal accompagné – peut provoquer des dommages environnementaux dont les coûts peuvent être importants.  
Pour être « durable » et trouver sa place au cœur de la Blue Economy, l’aquaculture doit réussir sa mutation, limiter ses excès et adopter une vision plus large. Assurer la couverture des besoins croissants en nutriments et en protéines d’une population en expansion tout en réduisant les impacts environnementaux, trouver sa place sur les côtes, garder une viabilité économique ne sont plus les seuls objectifs. Les services qu’elle peut rendre et les bénéfices qu’elle peut générer vont bien au-delà.
L’aquaculture peut contribuer à la séquestration du carbone émis dans l’atmosphère grâce aux algues cultivées, lutter contre l’acidification des océans avec l’aquaculture multi trophique intégrée (IMTA), qui par ailleurs piège et recycle les polluants azotés.
L’aquaculture peut être un allié de la conservation et préserver la biodiversité, en s’intégrant aux aires marines protégées et autres hot spots de la biodiversité. .
L’optimisation des relations entre aquaculture, agriculture, élevage et pêche dans une perspective d’économie circulaire, la valorisation des coproduits via des filières à haute valeur ajoutée, offrent de formidables opportunités. Décideurs, pouvoirs publics et recherche ont un rôle important à jouer. Les consommateurs, plus exigeants en termes de qualité et de traçabilité, sont également des moteurs prépondérants de la mutation.
Pour réussir ces défis, l’aquaculture doit se placer au cœur d’un nouveau modèle économique, dans lequel les activités de production ne sont plus en opposition avec l’environnement, mais préservent celui-ci.  Il est plus que jamais nécessaire de mettre en œuvre des solutions croisées audacieuses et rapprocher les enjeux de la sécurité alimentaire, du climat et de la biodiversité.

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A pesca está em declínio no mundo inteiro. A aquacultura, por sua vez, continua a sua expansão para atender à crescente demanda por produtos de origem marinha, sendo atualmente responsável por mais de metade dessa produção.
Embora a aquacultura tenha uma grande eficiência energética em comparação com as formas terrestres de criação, o seu desenvolvimento, se mal acompanhado, pode causar danos ao meio ambiente com custos significativos, especialmente em locais de alta biodiversidade como os do Brasil e os da América Latina.
Para ser sustentável e encontrar seu lugar no coração da Blue Economy (Economia azul), a aquacultura deve avançar com sua reestruturação, limitar seus excessos e adotar uma visão mais ampla. Garantir as crescentes necessidades de nutrientes e proteínas de uma população em expansão e ao mesmo tempo reduzir os impactos ambientais, encontrar o seu lugar nas costas e manter a viabilidade econômica já não são os seus únicos objetivos. Os serviços que ela pode fornecer e os benefícios que pode gerar vão muito além.
A aquacultura pode contribuir para o sequestro do carbono emitido para a atmosfera através de algas cultivadas, e pode contribuir também para a luta contra a acidificação dos oceanos, com a aquacultura multitrófica integrada (IMTA), que também intercepta e recicla poluentes à base de nitrogênio.
A aquacultura pode ser uma aliada da conservação e preservação da biodiversidade, integrando-se às áreas marinhas protegidas e outros locais de alta biodiversidade.
A otimização das relações entre aquacultura, agricultura, pecuária e pesca a partir da perspectiva da economia circular e a valorização dos coprodutos por meio de setores de alto valor agregado oferecem enormes oportunidades. Os tomadores de decisões, o poder público e a pesquisa têm um papel importante a desempenhar. Os consumidores, cada vez mais exigentes em termos de qualidade e rastreabilidade, também são motores essenciais da mudança.
Para enfrentar esses desafios, a aquacultura deve ser colocada no centro de um novo modelo econômico em que as atividades de produção não estejam em conflito com o meio ambiente, mas preservem-no. Mais do que nunca, é necessário implementar soluções cruzadas audaciosas para evitar as armadilhas dos modelos terrestres e conciliar as questões da segurança alimentar, do clima e da biodiversidade.